“No regresso duma pregação, resolveu certa feita o humilde servo de Cristo escolher um caminho secundário, a fim de se esquivar a aplausos da multidão que também voltava a suas casas. Por sua vez, uma mulher anônima, ansiosa por encontrar-se com o Santo, meteu-se também através desses caminhos ínvios. Ao deparar com ele, depôs-lhe aos pés um filhinho, tolhido desde nascença de braços e pernas, suplicando-lhe com gemidos e lágrimas que se dignasse abençoar a criança com o sinal da cruz. Esperava firmemente que com essa bênção o menino seria imediatamente curado.
Dotado como era de profundíssima humildade, o servo de Cristo
tentava esquivar-se; mas ela, exagerando cada vez mais o pranto e os gemidos de
súplica, continuava a gritar com insistência: «Senhor padre Antônio, tem
piedade de mim!». Por fim, o piedoso padre, compadecido da aflição da mãe e da
doença do filho, e ainda por cima solicitado pelo companheiro Frei Lucas, um
homem de reconhecida bondade, abençoou o doente pelo poder e em nome de Cristo,
traçando sobre ele o sinal da cruz.
E o milagre deu-se: o pequeno, curado, conseguiu logo erguer-se.
Na vinda, tinha sido trazido pela mãe acabrunhada; agora regressava a casa por
seus próprios pés, em companhia da mãe, toda contente. O Santo, porém, não
atribuiu o prodígio aos próprios méritos, mas sim à fé da mulher.
Recomendou-lhe, no entanto, que a ninguém referisse o acontecimento enquanto
ele fosse vivo”. (Extraído da Legenda
Benignitas, capítulo XV, III).
Santo Antônio de Pádua, rogai por nós!

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