Uma tarde, pois, em que ele devia anunciar a palavra de
Deus, pusemo-nos a caminho para ouvi-lo; mas enquanto prestávamos ouvido aos
acentos que lhe saíam da alma inflamada, sentimos despertar em nossos corações
o arrependimento dos crimes que tínhamos cometido. Ao terminar o discurso, era
profunda a nossa compunção: consternavam-nos as lembranças de nossa vida
maculada de perversidades. Quando o Bem-aventurado Padre nos ouviu em
confissão, um após outro, proibiu-nos continuar em nossas desordens. Aos que renunciassem
a elas, prometeu as alegrias do paraíso; ameaçou dos suplícios do inferno os
que se obstinassem. Muitos violaram seus juramentos, e acabaram mal, conforme o
Bem-aventurado lhes tinha predito. Os que foram fiéis a seus compromissos, adormeceram
na paz do Senhor. — O velho acrescentou:
— ‘O bem-aventurado Antônio dera-nos por penitência fazer
doze vezes a peregrinação ao túmulo dos Santos Apóstolos. É a duodécima que
hoje completo’.
À proporção que se adiantava nesta comovente narrativa,
torrentes de lágrimas lhe corriam dos olhos. Segundo a promessa que o
Bem-aventurado lhe tinha feito, ele esperava a paz da vida eterna, terminado
que fosse o curso de sua vida mortal”.
Santo Antônio de Pádua, rogai por nós!

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