Tomasino que tinha uns vinte meses, vivia em Pádua com seus pais, mesmo ao pé da igreja de Santo Antônio.
Saiu a mãe para os cuidados da vida, e deixou o pequenito em casa, sozinho, junto de uma tina de água. Nem pela cabeça lhe passou que podia o filho correr perigo.
Ao voltar, reparou na tina e pareceu-lhe ver uns pezinhos a boiar ao lume da água. Achegou-se mais ao perto, e — o que havia ela encontrado! — o filho, dentro, afogado, de pés para cima e a cabeça no fundo. Num empuxão tirou-o para fora, aos gritos; mas estava já frio e morto.
Sobressaltada a vizinhança com a gritaria da mulher, veio muita gente em socorro. E os frades que andavam com os operários na reparação da igreja, também eles acudiram. E todos, diante do pequenino morto, se compadeciam das lágrimas e aflições da pobre mãe.
Mas ela, apegando-se com Santo Antônio, pedia-lhe a grandes vozes a sua intercessão; e prometia dar aos pobres tanto trigo quanto era o peso do filhinho, se o Santo de entre os mortos lho ressuscitasse.
E dali a pouco o menino que se levanta, vivo, e desata a correr para o colo da sua mãe. E todos os que eram presentes deram muitas graças a Deus e a Santo Antônio. Em louvor de Cristo. Amém
Retirado do Livro dos Milagres, Terceira Parte, Capítulo LVI.

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